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A FÍSICA QUÂNTICA NA HOMEOPATIA - DR. ADALBERTO TRIPICCHIO


Introdução
 
"Ao término um período de decadência sobrevém o ponto de mutação. A luz poderosa que fora banida ressurge. Há movimento, mas este não é gerado pela força... O movimento é natural, surge espontaneamente. Por esta razão, a transformação do antigo torna-se mais fácil. O velho é descartado, o novo é introduzido. Ambas as medidas se harmonizam com o tempo, não resultando daí, portanto, nenhum dano".

Com este versículo extraído do I Ching, o livro filosófico e científico mais antigo da medicina e sabedoria chinesa, citado por Fritjof Capra (Capra, 1986, p. 5), quero convidar a todos os que militam com um dos mais importantes ramos da "Medicina Vibracional" no dizer do Dr. Richard Gerber(10), a Homeopatia, a refletir sobre os eventos fenomênicos que vivemos neste novo milênio.

Vivenciamos hoje a mais fantástica revolução que o homem tem conhecimento na História. Até aqui o homem viveu pequenas revoluções localizadas. É só rever a história evolutiva em todos os ramos das ciências técnicas e sociais para constatar esta realidade.

Hoje a revolução não é mais com os conceitos exteriores do homem. Hoje a revolução é com o próprio homem. A revolução é interior. Por isso mais dolorosa e mais angustiante e envolve a cada ser do planeta, instruído ou não, poderoso ou não. Ninguém está a salvo desta inquietação existencial a respeito do que virá.

Thomaz Khun nos lança o conceito de "
paradigma
".

De acordo com ele, "paradigma" é um conjunto de normas e conceitos que determinam uma maneira de agir(16). Segundo Khun, até os anos 50 do séc. passado tínhamos um paradigma estruturado nos conceitos atomísticos de Leucipo e Demócrito. Os conceitos biológicos, eram baseados no velho conceito mecanicista/newtoniano/cartesiano determinista. Não podia ser diferente. Não estava errado pensar e agir assim. As fontes de informações até então aceitas universalmente estavam corretas.

Só que a situação estava prestes a sofrer uma radical avaliação e o consequente desafio para mudar de rumos. Estava em fase final a gestação de um novo paradigma. Uma nova base para a explicação dos fenômenos que envolvem a pessoa humana e seu entorno.

Qual o fator revolucionário neste processo? Nada mais nada menos que a revolução natural dos fatos. Ou seja, estava caindo por terra uma concepção fragmentária da realidade: a de que a ciência evoluía gerando novas tecnologias e portanto novas formas de proceder. Nada mais correto quanto às consequências. Nada mais errado quanto ao fato natural destas mudanças.

Não é a ciência nem a tecnologia que evolui.
É o cérebro humano que evolu
i! É o homem que aumenta suas capacidades perspectiva, analítica, descritiva e ativa da e sobre a realidade. A tecnologia e suas conquistas são apenas consequências desta nova forma de descrever e conceber os eventos. Nestes últimos milênios, o que evoluiu não foi, portanto, a ciência e a tecnologia, mas o cérebro humano.

A partir desta evolução é que o homem concebe seus equipamentos. Assim o velho paradigma que aceita a dinâmica, a evolução e a necessidade permanente de modernização para seus equipamentos, não pode esquecer o ponto vital do processo evolutivo que é a pessoa humana e seu destino. Não será este desvirtuamento a causa de nossas crises atuais?

O velho paradigma está assentado na velha física e química primordial. Segundo estes conceitos, os fenômenos biológicos são isolados e podem ser controlados de fora da pessoa que decide e introduz variáveis poderosamente energéticas no meio interno, com "alvos" específicos a atingir. Os resultados estão aí e são por demais convincentes. Neste momento não cabe crítica nem protesto. Cabe apenas constatação e
coleta de dados de realidade
, para que a mutação para as novas realidades se dê com o mínimo de traumas.

O novo paradigma, aproveitou o que permaneceu correto no modelo anterior. O modelo atual está baseado na física quântica. Este modelo descreve todos os sistemas como vibracional, virtual, cooperativo, integrativo, interdependente, e, no caso dos sistemas biológicos, AUTO-ANALÍTICOS e AUTO-REGULÁVEIS.

A moderna biologia, amparada nos conceitos da física quântica, não descreve mais os seres físicos como um "amontoado de átomos e moléculas agindo determinística e aleatoriamente". A moderna biologia descreve os seres vivos como sistemas bioenergéticos, dotados de capacidade analítica e de
biofeedback
, agindo sincrônica, harmônica e relativisticamente.

Nada é mais definitivo, no pensar ousado e arrojado do físico Geofrey Chew, autor da "Teoria Boostrap" para explicar os fenômenos biológicos. Segundo Chew "a natureza não pode ser reduzida a entidades fundamentais, como blocos de construção fundamentais da matéria, mas tem de ser inteiramente entendida por intermédio da auto-consistência"(16).

Do ponto de vista clínico, o centro das decisões em termos de homeostasia e alteração desta exigindo nossa ação no sentido do reequilíbrio, não está e nunca esteve na questão dos receptores de membrana, mas sim no centro gerenciador e administrador de todos os eventos que ocorrem com aquele ser ou aquele sistema biológico: o DNA.

A descoberta dos receptores de membrana e sua ação é importantíssima, mas não é a causa, mas sim o efeito de uma decisão maior. Todas as decisões em relação aos fenômenos biológicos se dão a nível de DNA(7).

A partir de um turbilhão de eventos que ocorrem no nosso meio interno, a interação de campos elétricos e magnéticos determinam o surgimento de uma forma de estrutura energética, ainda muito questionada e questionável, que é a energia consciencial que Hahnemann magistralmente em sua concepção filosófica do nosso sistema terapêutico homeopático chamou de
ENERGIA VITAL
(12).

A energia vital é em nós a energia psíquica. Ela é de natureza magnética, ou bosônica (bóson), para ficarmos de acordo com um termo da física quântica. A energia neuronal já é uma energia mais "densa". Segue o conceito mais clássico de elétron. Ela novamente não decide, mas cumpre ordens num sentido hierárquico de "autoria biológica". A energia psíquica ou vital, gerada a partir do DNA, induz à energia neuronal padrões vibratórios e estes codificando e decodificando a informação recebida, por efeito cascata mandam suas mensagens aos sistema auxiliares, endócrino e imunológico e estes por sua vez chegam até os últimos sítios de ação na intimidade densa das estruturas que compõem os sistemas e órgãos do sistema biológico, chamado corpo humano.

O corpo humano é biológico. A pessoa humana é psíquica. Da interação destes dois campos dinâmicos e cooperativos temos a existência humana com seus altos fins: evoluir permanentemente a partir do aperfeiçoamento de sua energia psíquica, consciencial e de seu auxiliar direto na execução de seus
insights:
a energia eletromagnética cerebral.

A partir da física quântica, busca-se uma explicação para o surgimento de nosso universo. Segundo os conceitos vigentes houve uma grande explosão e desta explosão resultaram dois grupos de partículas, uma com energia mais compacta chamada de
férmion e outra de energia livre chamada bóson
. Da interação destas duas partículas surgem os campos eletromagnéticos(18).

A física clássica na montagem de seu paradigma e de seu modelo considerou primordial a dimensão "material" da energia e constrói sobre este conceito seu edifício. Não podia ser diferente. Eis aí uma constatação acabada para visualizarmos logicamente o que seja evolução.

Quando houve condições tecnológicas e capacidade perspectiva intelectual pelo homem, surge o novo paradigma e o novo modelo. A priori, o que também é muito natural, um tanto enfático e entusiasmado, defendendo o aspecto magnético do comportamento virtual da energia: comportamento virtual: partícula e onda ao mesmo tempo que gerou o conceito do princípio da incerteza de Heisenberg. (10)

Da radicalização de um princípio e outro resultaram as duas correntes hoje, em todo o pensamento e agir humanos, no geral, e na terapêutica em particular, na antiga luta material/mecanismo/energia/vitalismo, que tanto sofrimento impôs a Hahnemann e a todos os pensadores holísticos em todos os tempos e em todos os campos do agir humano.

Esta é a fantástica revolução que falei no início. Somos agentes privilegiados da História, pois não somos mais expectadores, mas sim atores diretos no processo da mudança de paradigmas:

Nem considerar apenas um ou outro aspecto da constituição básica de todos os sistemas em nosso planeta, mas aceitarmos a composição virtual e constantemente cambiante da energia: hora mais densa, hora mais livre.

Portanto, não só o homeopata, médico. farmacêutico ou qualquer outro profissional da área de saúde que queira entender ou dar uma explicação lógica do que seja o Sistema Hahnemanniano de tratar os sistemas biológicos em todas as suas formas de manifestação: vegetal, animal e HOMINAL, deve investir profundamente nos novos conceitos tecnocientíficos a partir da física quântica. Não deve ignorar ou menosprezar o paradigma anterior, mas fazer uma transmutação suave, segura e amadurecida, deixando atrás de si pistas positivas para que os outros percam o medo de mudar e nos acompanhem com confiança e satisfação.

Segundo os cientistas quânticos, a maior crise por que passam os pesquisadores hoje, não é tecnocientífica, mas filosófica(3). Nenhum modelo tem consistência se não tem uma sólida base filosófica, ou seja, não está amparado na energia psíquica/consciencial de seu criador, pois é o aspecto filosófico da ciência que determina seu padrão ético e daí os fins da pesquisa e a conduta dos aplicadores dos resultados da mesma.

Hahnemann neste sentido foi perfeito. Concebeu para nós um sistema com sólida base filosófica, muito bem expressada na frase: "é unicamente a ruptura do equilíbrio da Energia Vital que é a causa das enfermidades"(12).

Os cientistas mecanicistas seguiram o outro caminho, o caminho da tecnologia. Por isso a crise. Esta é a hora da união e da celebração. Não há mais espaço para a "briga" inconsequente. Vamos unir o que de melhor há entre os demais sistemas. Só ganharemos. O ponto de tangência passa pelo conceito da moderna física quântica. Assim, reforço a importância e a urgência dos homeopatas se inteirarem rapidamente dos novos aportes informacionais. Muitas de nossas dúvidas desaparecerão e o objeto de nossa ação, o paciente, ficará privilegiado e fortalecido.
 

Bibliografia


1. AZEVEDO, José Lacerda de. Espírito Matéria - Novos Horizontes para a Medicina. 3ª ed. Porto Alegre: Edição do autor, 1990.

2. BENTOV, Itzhat. A Espreita do Pêndulo Cósmico. São Paulo: Cultrix/Pensamento, 1988.

3. BLOOM, Allan. O Declínio do Pêndulo Cósmico. São Paulo: Editora Best Seller, s.d.

4. CAPRA, Fritjof. O Tao da Física. São Paulo: Cultrix, 1983, 260 pp.

5. . O Ponto de Mutação. São Paulo: Cultrix, 1986,447 pp.

6. . Sabedoria Incomum. São Paulo: Cultrix, 1988.

7. CHOPPA, Deepak. Conexão Saúde. São Paulo: Editora Best Seller, 1987.

8. . O Retorno do Rishi. São Paulo: Editora Best Seller, 1988.

9 . A Cura Quântica. São Paulo: Editora Best Seller, 1989, 302 pp.

10. GERBER, Richard. Vibrational Medicine. Santa Fé, Novo México: Bear&Company, 1988.

11. GRECO, Nilton. A Aventura Humana entre o Real e o Imaginário. São Paulo: Perspectiva, 1984.

12. HAHNEMANN, Samuel. Organon de la Medicine. 6ª ed. Buenos Aires: Albatroz, 1986, 321 pp.

13. LOYE, David. A Esfinge e o Arco-Íris. São Paulo: Editora Siciliano, 1990.

14. SORMAN, Guy. Os Verdadeiros Pensadores do Nosso Tempo. Rio de Janeiro: Editora Imago. 1989.

15. WEBER, Félix. A Dança do Cosmos. São Paulo: Editora Pensamento, 1990.

16. WILBER, Ken, et alli. O Paradigma Holográfico e outros Paradoxos. São Paulo: Editora Cultrix, 1991, 279 pp.

17. ZOHAR, Danah. Através da Barreira do Tempo. São Paulo: Ed. Best Seller, 1990.

18. . O Ser Quântico. São Paulo: Ed. Best Seller, 1990.

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